22.12.08

a cadência do coração.

é o pensar, é a necessidade, é o desespero pelo abraço, é o toque, é o olhar, é o aperto no peito, são as lágrimas da incerteza, são as memórias, é a força que me percorre o corpo, são as palavras, é a cadência do coração, é dar-me, é ser teu, é o amor, é o amor...



love me, love me, love me say you do
let me fly away with you

14.12.08

neverland.

estou farto de crescer.

17.11.08

laços.

these ties that bind us are stronger than anything.

12.11.08

dedicated to the one i love.

há mudanças que são irreversíveis. há mudanças que se gosta. há mudanças que se gosta menos. há mudanças porque morremos. há mudanças inevitáveis e há mudanças irresponsáveis. há aquela mudança em que eu rezo para não ter e há aquela mudança que sei que não vai acontecer.
há coisas que nunca mudam e isto é uma delas. o que se sente é tão puro que podem vir mil tempestades de Inverno e congelar tudo à minha volta menos o que está cá dentro.

cá dentro, nunca, nunca muda...

11.11.08

o momento.

'Não vale a pena nem inventar nem céus nem infernos. Aqui, sobre este inferno (aponta para o chão) de vez em quando temos céu. O amor pode ser um momento de céu, uma paisagem, uma página de um livro, um poema, uma grande obra de pintura, pode ser um momento em que a gente cresce, cresce... Mas, enfim, duram o que duram…agora o inferno é para sempre. E na terra, aqui não se lhe vê o final. Não se lhe vê o final.'

José Saramago (não editado)

9.11.08

needy.

give me the words. 
give me the words.
give me the words.
give me the words.
give me the words.
give me...


20.10.08

o arquitecto da ansiedade.

AAAAAAHHHHHHHHHHHHHH




(pronto...)

29.9.08

és a minha maior fraqueza.

24.9.08

la folie.

peguei nos meus sonhos e meti-os na tua mão. eu confio em ti. tu conheces-me bem, vais guardá-los aí dentro e não vais deixar fugir nenhum. ah! não espreites, não faças batota. isso não vale ! tu sabe-los bem. bem demais. podias cantá-los decor, se quisesses.
e compreendes ? já compreendes-te. agora preferes fingir que não sabes e espreitar por entre os dedos. não devia ser assim. eu dei-te os meus sonhos, sabes o que isso é ? 
eu dei-me.


(nunca. ninguém. nesta. vida. vai. ter. os. meus. sonhos. nas. mãos. como. tu. tens.)

21.9.08

sim,

eu tenho medo.



(como podia não ter?)

15.9.08

isto.

não fujas, por favor.






não me fujas.

13.9.08

once i wanted to be the greatest.

às vezes apetece-me explodir sem pensar nas consequências.
mas acabo sempre por ficar no silêncio.

4.9.08

catch me.

não sei se sabes a admiração que tenho por ti. não deves saber, nunca to disse. talvez porque sei que me as lágrimas me atacavam assim que o tentasse dizer. não percebo, não devia ser difícil dizer estas coisas às pessoas, quanto mais a ti. 
tenho saudades tuas, essa é a verdade. sabes, às vezes dou por mim a pensar nos tempos antigos e quando dou por mim estou rodeado das fotografias e dos desenhos que fizemos com uma lágrima na mão. lembras-te daquela fotografia em que chorei por não aparecer ? que tolo. lembras-te do dirty dancing ? tentámos repetir aquela cena milhões de vezes mas eu, apesar de pequenino já era pesado, não conseguias. e aquele dia em que eu não conseguia adormecer sozinho porque tinha medo de melgas ? sabes ? 
eu compreendo que estejas mais longe, muita coisa mudou desde então, crescemos. (tu ainda mais.) eu sei que também sentes tudo isto. queria que um dia fosse ter contigo e te dissesse tudo o que ficou por dizer durante estes anos. eu sei que um dia isso ainda vai acontecer. eu confio em nós, no que nos une.
descansa, eu não te esqueci. 
nunca.

27.8.08

i remember it well...

és sempre assim. ficas aí sozinho e choras e choras. não sabes fazer outra coisa ? estúpido. parvo. idiota. porquê que não falas ? diz o que sentes. faz-te sentir. és um cobarde. COBARDE ! devias fazer explodir tudo o que tens aí dentro, sem receios. para quê teres medo ? não admira que estejas aí sozinho. pára de esperar, faz qualquer coisa ! luta ! vá, limpa a cara. promete-me que não vais desistir. promete.





(eu NUNCA me vou esquecer.)

15.7.08

olha, é assim...










eu tenho saudades. e nunca te posso dizer.

30.6.08

memória.


love is old, love is new
love is all, love is you


28.6.08

amar como te amei ninguém mais ama.

21.6.08

erasing me.

desde o início que te estimou. foram felizes, juntos. um dia, a Clementine fartou-se e apagou-te. não é que ela não gostasse de ti, tu sabes. mas sabes como ela é impulsiva. acordou um dia irritada com as peúgas e decidiu apagar dos seus pensamentos.
eu sei como é que ficaste. mas descansa, sabes que lá no fundo ela arrependeu-se. apesar de já não ter nenhuma memória do que tu foste ela sabe que lhe falta alguma coisa, Tu.



o para sempre morreu.

11.6.08

casa.

Sentir de novo Aquela dor A pouco a pouco respirar Aquele amor que foi Vivido e esquecido Em segredo Como ninguém  Perdoar Como perdoar Há tanto tempo que eu queria mudar Queria voltar Acordar Deixar o dia passar devagar Assim ficar  Sentir de novo Aquele amor A pouco a pouco consolar Aquela dor que foi sentida e sofrida Em silêncio  Chegar de novo Sentir o amor Voltar a casa sem pensar Deixar a luz entrar Esquecer aquela mágoa Sem ter medo Como ninguém  Encontrar Poder encontrar Todas as coisas que eu não soube dar Saber amar Perdoar Saber perdoar Há tanto tempo que eu queria mudar Queria voltar Aceitar Deixar que o tempo te faça voltar Saber esperar
como alguém disse, às vezes escrevem canções para nós sem saberem. 

1.6.08

quem és tu ?

8.5.08

mesmo sem saberes eu canto pra ti.
mesmo sem saberes acordo por ti.
quando a noite cai eu esqueço de mim.
peço ao Senhor um bom fim.

quando tu não vens eu espero por ti.
quanto tu não tens eu roubo por ti.
quando a noite vem teus olhos em mim.

(donna maria)

17.4.08


eu não consigo.

(eu preciso.)

6.4.08

A corda ainda prende o pé, mas eu já fugi daqui tantas vezes que não sei se vou voltar.
Não tirei fotos porque quero lembrar que ainda é cedo ou muito tarde para me vires buscar.

(linda martini)

9.3.08

epílogo.

com o passar do tempo, tornou-se evidente que uma escolha teria que ser feita. ou um, ou outro. eu, claro que sabia perfeitamente o que queria. o que mais desejava. sabia também, o que era melhor. seria ou a felicidade plena ou o comodismo. inevitavelmente, uma escolha tinha que ser feita. todos os momentos passaram à frente dos meus olhos. as memórias gritaram. não me saias da cabeça. por ti, fazia tudo. sabia bem o que tinha de fazer. o que queria fazer. quando chegou o momento em que nem a cabeça nem o coração aguentavam mais quis arriscar e foi o que fiz. escolhi-te.
não ficaste contente. as tuas palavras não foram o que eu esperava. os teus olhos diziam-me que o não devia ter feito.
segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, passaram.
a distância e a dor tornou tudo mais claro. eu tinha feito a minha escolha. tinha arriscado tudo por ti. a certeza da minha escolha e do que os batimentos rápido do meu coração diziam faziam todo o sentido para mim. mas tu. tu não gostaste. eu pensava que sim. as palavras e acções de outros tempos já não faziam o sentido que fizeram, para ti. Tu, não me escolheste. eu dei-me. dei-te tudo o que era, tudo o que tinha. eu acredito que tenhas gostado tanto quanto eu. eu acredito em tudo o que me disseste. mas Tu, não me escolheste. quis tentar compreender. não foi por ser tarde demais. não foi por mim. foi por ti. tu sabes. os deslumbramentos acabam. os sentimentos mudam.
segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, passaram.
olho para trás e riu-me das memórias. já não te vejo há 5 anos. pergunto-me onde estás. como. com quem. pergunto-me se ainda pensas em mim no meio do teu caótico dia-a-dia. tenho saudades tuas. tens saudades minhas ? eu quero pensar que sim. mas no final de tudo tu não me escolheste. em segredos conto às folhas de papel que ainda te espero. sussurro aos ouvidos das árvores o que senti e o que sinto. não sei se estaria melhor ou pior se as coisas tivessem tomado outro rumo. sei que me fazes falta. isso sim. fazes-me muita falta.

the end.

5.3.08

see you soon.




ouvi-te baixinho a noite passada para não acordar as gentes cá de casa.
hoje ouço-te a gritar e a fazer eco nas minhas paredes.


[tive saudades.]

see you soon, right ?

4.3.08

para amar. (um filme e uma tarte.)

'My Blueberry Nights', Wong Kar Wai, 2007


Mil e uma cores que nos entram pelos olhos.


Elizabeth: It took me nearly a year to get here. It wasn't so hard to cross that street after all, it all depends on who's waiting for you on the other side.

(do mesmo realizador: In the mood for Love e 2046. [não me lembro de outro que filme o amor tão bem.])

3.3.08

i against i

-conta-me uma história.
-sobre o quê ?
-não sei... uma qualquer que te lembres.
-mas...queres uma história feliz ? queres chorar ? desesperar por saber se o final é feliz ?
-uma qualquer. tu, que me conheces tão bem...de certeza que sabes a história certa para me contar neste momento.

hesita. olha durante dois segundos e levanta-se.

-olha que esta é grande.
-não faz mal, (sorri) nós temos tempo.

22.2.08

sentir.

foi assim, arrebatou-me completamente e sem conseguir controlar o quer-que-fosse as lágrimas começaram a cair. ardia-me, cá dentro. queria gritar. fugir daqui. queria que acabasse. cá dentro.
não aguentei.
depois, a voz que conforta e faz aquecer. o coração acalmou e trocaram-se palavras que fazem coisinhas na barriga. a sensação de confiança e a certeza do que se sente deixaram o coração descansar.

senti. senti bem o que seria se acontecesse.
sentimos bem o que fomos.
sentimos o que somos.
sentimos o que queremos ser.
e é tão especial. tão forte. tão único.
tão nosso.

(a última lágrima caio. descansa, eu já estou bem.)

(trago-te sempre[sempre.] comigo.)

21.2.08

coisas.

não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês. não me vês.

(...ou não me sentes.)

18.2.08

is this desire ?


a sensação de vazio domina.
quero mais. mais não pode ser. nunca pode.
(ai. os desejos impossíveis.)

...um nada.

5.2.08

...de mim.


(estar sozinho, assusta-me.)

3.2.08

let's face it.

-Tira o cavalinho da chuva, Tiago. As coisas são assim. O egoísmo fala mais alto e é indiferente à todos menos a quem leva com ele. Tem sido sempre assim. Já devias estar habituado.

não. desta vez não vai haver diário a descrever os dias bonitos nem interlúdios em que explico que o branco das paredes não está mais branco. não. desta vez vai ser assim, frio. as Pessoas não se importam e Eu, bem... Eu, na realidade, ainda tenho o cavalinho à chuva (mas não digam a ninguém).

8.

14.1.08

dernière haleine.

fecha os olhos e lembra-te.

partimos cedo. vemos o sol a nascer e a estrada à nossa frente. 2 horas de alcatrão e chegamos.
ainda é cedo mas para ti o dia já começou à muito. tens os animais para cuidar e o pão para fazer. sorris quando nos vês e vens ter connosco. abraços. beijos. entramos.
a cozinha está quente. a fogueira sobe a parede da frente e a televisão já com uma cor muito gasta está acesa. vou à sala. os bolos que compras sempre que sabes que vimos em cima da arca. mimas-me. os outros põem a conversa em dia. vejo a casa.
no pátio está tudo arrumado. o forno ainda está quente e as ervas foram aparadas. o cheiro da terra sente-se e ouvem-se as árvores ali à volta a quererem falar.
volto para dentro e vou falar contigo. (gosto de ti.)
chega o almoço e põe-se a mesa. o cheiro da comida espalha-se pela casa e a fome começa a apertar. eu sento-me ao teu lado. como pouco. refilas. eu sorrio e saio.
a tarde entra. o sol queima a cara mas nós não nos importamos. vemos os campos. vamos à escola.
ando de um lado para o outro.
o sol começa a desaparecer.
um jantar rápido.
quem é que dorme com quem. eu durmo contigo. (gosto de ti.)
à noite tenho medo. o vento sopra lá fora. há barulhos estranhos.
pijama. almofada. aconchegas-me. vês-me adormecer.
o relógio da sala pontua o dia.

(as ervas cresceram demais e já ninguém as corta. já não há animais a fazer barulho. já não há aconchego. tenho saudades.)


suspiro.