A última vez que olhei para o relógio eram 7 da noite. Pela primeira vez o Tempo ouviu-me, deixou de ser o cabrão que é. Parou.
Parou, naquele momento tão mágico em que eu sei que posso voar dali e percorrer todos os meu sonhos, onde o Menino de 5 anos faz birras para ir ao Cinema e no segundo a seguir o mesmo Menino está, finalmente, realizado.
Naquele momento em que o abraço é tão forte que me vou desfazer num milhão de moléculas. Naquele sítio (muitas vezes, cá dentro[de onde vem o quente]) onde a cumplicidade é tão grande.
Quando me encontro à chuva, onde estou parado a ver as gotas a cair. Quando a vejo, tão inocente, tão bonita, e imagino a menina em que se vai tornar. Quando me lembro Dela e não consigo parar as lágrimas. Quando todas as nossas vozes se cruzam e Eles me fazem sentir tão bem. Até quando Eles gritam comigo e eu faço-me de forte, quando o aperto é tão grande.
E ainda são 7 da noite. (não são?)
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2 comentários:
Se eu pudesse gritar e beber quantas vezes eu quisesse com vocês, eu era a mais feliz. Mas assim também sou. A chuva torna-se mágica. "You're so fucking special!" E o moranguinho soube a pouco. Mas vocês souberam a muito. Pára o tempo mais vezes, tu podes, todos podemos. Dorme comigo, sim?
o Tempo passa, e passa tão rápido! e depois tenho saudades. tenho tantas saudades de tudo que já passou..! e as imagens, essas.. são a pior coisa. até do dia de ontem eu já tenho saudades.
mas isso é normal. não?
e se o Tempo parasse não havia saudades, que também são precisas, de vez em quando.
bonito, Tiago. bonito! *
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